A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS comunicou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A informação foi divulgada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana, nesta sexta-feira, 27.
Viana informou que solicitou o envio das informações ao Coaf em cinco dias. A decisão sobre a quebra de sigilo foi aprovada na quinta-feira, 26, em sessão com protestos do governo.
Requerimentos aprovados
Viana declarou que todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados na quinta-feira, 26. A CPMI também aprovou requerimentos que miram Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também foi alvo de requerimentos.
A votação, de forma simbólica, foi contestada pelo governo. A sessão foi interrompida e a transmissão de vídeo da TV Senado foi interrompida.
Membros da base do governo se aproximaram da mesa onde estavam o presidente e o relator, deputado Alfredo Gaspar. A Polícia Legislativa e deputados da oposição intervieram. Após o tumulto, governistas da CPI se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar reverter a decisão.
O gabinete da presidência do Senado informou que parlamentares se reuniram com Alcolumbre para comunicar que consideram ter havido fraude na votação. A bancada governista alega que 21 congressistas membros estavam presentes na hora da votação. Viana disse que apenas sete seriam titulares e contariam como votos válidos.