A entrada de capital estrangeiro no Brasil atingiu quase US$ 6 bilhões, conforme dados da equipe de estratégia do JPMorgan. O valor, caso se mantenha, colocaria 2026 como o terceiro melhor ano em termos de fluxo desde 2001.
Emy Shayo e Cinthya Mizuguchi, estrategistas do JPMorgan, apontam que as alocações em mercados emergentes estão em 5,6%, com uma posição neutra em cerca de 11%.
Projeções
De acordo com o banco, se essa posição retornasse à média de 10 anos de 6,5%, US$ 350 bilhões seriam direcionados para mercados emergentes, US$ 27 bilhões para a América Latina e US$ 17 bilhões para o Brasil.
O melhor ano para mercados emergentes em termos de fluxo foi 2021, com US$ 100 bilhões, e para o Brasil, 2022, com US$ 20 bilhões.
O Brasil já é o maior mercado overweight líquido entre os emergentes, com uma alocação mediana de 2,1% acima do benchmark. O pico pós-crise financeira global foi de 2%, e o pré-crise, 3% acima.
Visão sobre o mercado
O JPMorgan ressalta que o setor de fundos mútuos registrou entradas de R$ 75 bilhões em janeiro, revertendo a saída dos dois meses anteriores. Essa mudança foi impulsionada pela classe de ativos de renda fixa.
No acumulado do ano, os fundos mútuos registraram entradas de R$ 182 bilhões.
Os fundos dedicados a ações continuaram a apresentar saídas, com resgates de R$ 2,5 bilhões em janeiro, totalizando R$ 43 bilhões em saídas no ano.
A alocação em ações como percentual do total de ativos sob gestão (AUM) dos fundos mútuos está em 8,1%.
O JPMorgan é neutro em México e Chile, e underweight no Peru e na Colômbia.
A equipe de estratégia do JPMorgan projeta que o mercado local deve atingir o pico por volta do início do segundo trimestre.