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Tesouro Reserva pode competir com a poupança, mas especialistas divergem

O Tesouro Reserva, novo título a ser disponibilizado pelo Tesouro Direto a partir de março, é analisado como um possível concorrente da caderneta de poupança, devido à sua facilidade de uso, baixo valor de aplicação e potencial de rentabilidade.

Com liquidez diária e aplicações a partir de R$ 1,00, o Tesouro Reserva pode atrair recursos que atualmente estão na poupança, que tem perdido investimentos nos últimos cinco anos.

Visões sobre a Substituição

Paula Bazzo, planejadora financeira CFP pela Planejar, não acredita que o Tesouro Reserva substituirá a poupança. Ela observa que CDBs com liquidez diária já oferecem as mesmas garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de maior rentabilidade e liquidez, mas muitos investidores ainda preferem a poupança.

A Selic está em 15% ao ano. A poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial, resultando em um ganho de cerca de 7,5% ao ano, sem imposto de renda. O Tesouro Reserva, mesmo com a incidência de imposto de renda de 17,5% em um ano, renderia 12,37%, valor superior ao da poupança.

Martin Iglesias, gerente de produtos de investimentos do Itaú Unibanco, aponta que a simplicidade da poupança é um fator relevante para os investidores, embora possa resultar em menor rentabilidade.

Filipe Pontual, diretor-executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), destaca a proximidade da poupança com os cidadãos e a facilidade de acesso.

Características do Tesouro Reserva

O Tesouro Reserva, segundo Pontual, poderá ter a vantagem de saques fora do horário bancário e ser usado como caixa. Entretanto, ainda não há informações sobre a remuneração, se será menor que a do Tesouro Selic ou se terá custos de custódia.

Pontual também ressalta que o Tesouro Reserva terá imposto de renda e, caso o cliente faça o saque antes dos primeiros 30 dias, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzirá o rendimento.

A poupança, de acordo com Pontual, já enfrenta a concorrência de outros instrumentos de renda fixa. A queda da taxa Selic pode diminuir a diferença de rendimento entre a poupança e outras opções.

No longo prazo, Pontual admite o risco de a caderneta de poupança continuar diminuindo. A diferença da taxa de juros e a familiaridade dos investidores com outros produtos são fatores que impulsionam essa mudança.

Para financiar o setor imobiliário, Pontual sugere o uso de instrumentos como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), as Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Em janeiro, as contas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram R$ 752,5 bilhões, abaixo dos R$ 766,5 bilhões de dezembro.

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