As delegações da Rússia e da Ucrânia iniciaram uma nova rodada de conversas de paz em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos, nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026. O objetivo é tentar solucionar o conflito iniciado em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
O chefe negociador ucraniano, Rustem Umerov, e uma fonte da delegação russa anunciaram o início das negociações trilaterais, que ocorreram a portas fechadas e com previsão de durar dois dias.
Antes das reuniões, a Ucrânia acusou a Rússia de lançar 29 mísseis e 396 drones, resultando em uma morte e deixando dezenas de milhares sem eletricidade. Posteriormente, outro ataque russo com drones causou a morte de três funcionários de uma usina elétrica em Sloviansk, no leste da Ucrânia.
A Rússia, por sua vez, denunciou ataques noturnos e afirmou ter destruído mais de 150 drones nas regiões do sul e na península da Crimeia, ocupada pelas forças russas desde 2014.
Participantes
O Kremlin nomeou Vladimir Medinsky como seu principal negociador, enquanto a equipe de Kiev é liderada por Umerov. Do lado americano, está prevista a presença do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e de Jared Kushner.
As conversas ocorrem após duas rodadas anteriores realizadas em Abu Dhabi. Aliados europeus da Ucrânia não participam das negociações.
Pontos de conflito
A Rússia ocupa cerca de 20% da Ucrânia. As partes trabalham com base no plano americano, que prevê concessões territoriais por parte da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais.
A Rússia quer que as tropas ucranianas se retirem de 17% da região de Donetsk. A Ucrânia rejeita essa exigência e recuperou 201 km² recentemente, segundo dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). A região de Zaporizhzhia, que abriga a maior usina nuclear da Europa, sob controle russo, também é um ponto crítico nas negociações.