Search

Calote do Will Bank: disputa entre bandeiras e maquininhas de cartão chega a R$ 5 bi

O calote de aproximadamente R$ 5 bilhões deixado pelo Will Bank gerou uma disputa entre bandeiras de cartão e empresas de maquininhas sobre quem deve assumir os prejuízos. A divergência envolve, principalmente, Mastercard e American Express.

As bandeiras suspenderam os repasses às adquirentes após a liquidação do banco e o pedido de recuperação judicial da Fictor. As informações são do jornal ‘Folha de S.Paulo’.

Impacto no mercado de cartões

Fontes próximas às negociações afirmam que o volume de faturas e parcelas não liquidadas chega a R$ 5 bilhões no caso do Will Bank. Documentos da recuperação judicial indicam R$ 893 milhões atribuídos à American Express Brasil, embora a empresa negue ser credora do grupo Fictor.

Quando uma compra é feita no crédito, o fluxo envolve emissor, bandeira e adquirente. As maquininhas costumam adiantar os recursos aos lojistas e ficam com um valor a receber das bandeiras. Se o banco emissor não paga, o sistema trava.

Resolução do Banco Central

A Resolução 522 do Banco Central do Brasil estabelece que a bandeira é responsável por assegurar o pagamento das transações ao recebedor final, inclusive com recursos próprios caso mecanismos de proteção sejam insuficientes.

As adquirentes argumentam que a regra determina que as bandeiras absorvam o impacto do calote. As bandeiras, por outro lado, sustentam que a norma prevê prazo de 180 dias para adaptação contratual e que o período ainda não teria expirado. Além disso, apontam cláusulas próprias que tratam de inadimplência e permitem reter repasses.

Cláusula “honor all cards”

Nos contratos das bandeiras existe a cláusula conhecida como “honor all cards”, que obriga as maquininhas a aceitar todos os cartões da rede. Em contrapartida, cabe às bandeiras avaliar a saúde financeira dos emissores antes de autorizar a emissão.

A proposta das bandeiras seria permitir que as adquirentes fiquem com os recebíveis dos clientes inadimplentes e recebam à medida que os pagamentos ocorram.

A controvérsia envolve dispositivos anteriores do Banco Central, como a Resolução 150, além da Lei 12.865/2013, que estabelece o repasse sucessivo dos recursos na cadeia de liquidação. Lojistas e empresas de maquininhas aguardam uma definição sobre quem arcará com o calote.

Esses posts também podem te interessar:

Confira também o EmpreendaSC Talk:

Relacionado

BRDE ultrapassa os R$650 milhões em crédito para micros e pequenas empresas em Santa Catarina

Destaques

Irã mantém comércio e diversifica economia apesar de sanções internacionais

Destaques

Pesquisadores propõem estrutura para proteger finanças em operações com IA

Notícias

Estudo aponta sobrecarga de tarefas em funcionários engajados

Notícias

Aberje divulga lista de “20 Comunicadores Para Seguir” em 2026

Notícias