Uma mansão no Lago Sul, em Brasília, foi utilizada pela empresa de investimentos Fictor como base para atividades de lobby político, conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O imóvel, com cerca de 500 metros quadrados, teria sido alugado por meio de um ex-sócio da empresa.
A Fictor teria transformado o local em uma “casa de negócios”, com identidade da empresa, inclusive no nome da rede wi-fi, de acordo com o jornal.
Eventos na mansão
A mansão sediou um evento com a presença de ministros e dirigentes do PT, incluindo Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, além do diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, segundo o Estadão.
Um consultor da Fictor, Felipe Alcântara, teria tentado propor que a empresa administrasse até R$ 1 bilhão de um fundo de reserva da hidrelétrica, mas a proposta não avançou por restrições legais, conforme a reportagem.
Reunião sobre a CPI do INSS
O jornal relata ainda uma reunião envolvendo o deputado federal Paulo Pimenta, líder petista na CPMI do INSS, e o ex-policial civil Rogério Giglio, que havia gravado o advogado Eli Cohen. Giglio se retratou em cartório, afirmando ter sido pago para produzir material contra Cohen, com o objetivo de abastecer a ala governista na comissão.
Alcântara admitiu ter articulado o encontro e afirma que tentou “oferecer” o caso aos petistas. Pimenta declarou que não sabia da ligação da casa com a Fictor e considerou frágeis as provas apresentadas por Giglio.
O advogado Renato de Matteo Reginatto nega a versão de Giglio. Rubini, por sua vez, afirma nunca ter conhecido o ex-policial. Eli Cohen, que denunciou fraudes envolvendo associações ligadas ao INSS, defendeu apuração rigorosa sobre os fatos.



