O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que o Banco Central do Brasil pode auxiliar ou prejudicar o país, ao comentar o nível dos juros reais e a dinâmica da dívida pública.
A declaração ocorreu durante a CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
Declarações sobre juros
Haddad disse que o atual patamar de juro real dificulta a neutralização do peso da dívida apenas com superávits fiscais. O ministro avaliou que a queda da dívida observada no governo Jair Bolsonaro esteve ligada à combinação de Selic baixa e inflação elevada.
O ministro afirmou que a inflação caindo e o juro nominal estável em 15% eleva o juro real.
Saída do ministério sem data definida
Haddad informou que ainda não há data definida para sua saída do Ministério da Fazenda. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou que ele permanecesse para concluir tarefas específicas.
Segundo Haddad, os pedidos envolvem medidas na área de segurança pública em parceria com o Ministério da Justiça. Ele citou a possibilidade de o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, acompanhar Lula em viagem a Washington.
Questionado sobre a sucessão na Fazenda, Haddad mencionou a equipe atual, incluindo o secretário-executivo Dario Durigan e o secretário do Tesouro Rogério Ceron.
Comentários sobre eleições
Haddad comentou rumores sobre uma possível candidatura em eleições futuras e disse que mantém conversas com Lula sobre o cenário político.
O ministro avaliou que a transferência de votos do ex-presidente Bolsonaro para um sucessor tende a ser automática.



