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Defesa de Bolsonaro contesta laudo da PF sobre prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contestou a interpretação do laudo médico da Polícia Federal sobre a possibilidade de o ex-mandatário permanecer em prisão domiciliar.

O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tornou-se público por decisão do magistrado.

Posicionamento da defesa

Segundo os advogados, o laudo não afirma que o atual regime de custódia é compatível com o quadro clínico apresentado.

No laudo, os médicos da PF apontam que Bolsonaro apresenta doenças crônicas, mas avaliam que o quadro está sob controle. O documento afirma que não há indicação de internação hospitalar imediata, desde que sejam mantidos cuidados médicos contínuos.

Os peritos sugerem ajustes terapêuticos, avaliação nutricional, prática regular de atividade física e fisioterapia. Também indicam adaptações no espaço físico, como instalação de barras de apoio, campainha de emergência e sistemas de monitoramento em tempo real.

Em nota, a defesa sustenta que o parecer “se limita a afastar a necessidade de hospitalização imediata”.

O ministro Alexandre de Moraes abriu prazo de cinco dias para que os advogados de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República se manifestem.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, área interna do Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”.

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