O mercado de crédito privado isento de Imposto de Renda iniciou 2026 com fluxo de recursos para fundos de crédito, de acordo com informações. Os spreads médios das debêntures incentivadas AAA recuaram 32 pontos-base neste período.
Os títulos pagam, em média, 50 pontos-base a menos que títulos públicos equivalentes.
A Asset1, que criou sua vertical de crédito há mais de um ano, afirma que parte da queda dos spreads está associada ao retorno ao mercado de recursos pagos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a investidores do Banco Master.
Tendências do mercado
Na avaliação da Asset1, o comportamento recente sinaliza uma tendência para o ano: o juro alto e as incertezas eleitorais seguem atraindo o investidor para a classe de ativos, mesmo com a Bolsa batendo recordes.
Marcelo Fatio, sócio-fundador da Asset1, declarou que não estão percebendo um movimento dos investidores de volta para a bolsa ou fundos multimercado.
Daniel Palaia, CIO de crédito da Asset1, afirmou que, mesmo com a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic ao longo de 2026, o nível médio dos juros seguirá elevado o suficiente para manter o crédito privado atrativo em termos de retorno real.
O custo de capital ainda elevado continua fazendo o custo de capital pressionar a geração de caixa e a capacidade de investimento das companhias.
A Asset1 combina uma postura defensiva na seleção de emissores com gestão ativa para capturar a volatilidade do mercado.
Setores como financeiro, saneamento, elétricas e concessões seguem entre as preferências para atravessar o atual estágio do ciclo econômico.
A Asset1 vem ampliando a oferta de produtos com diferentes perfis de risco e liquidez. A gestora iniciou a vertical com um fundo high grade de liquidez diária e lançou posteriormente um fundo de debêntures incentivadas.
A gestora adicionou produtos com prazos maiores de resgate, versões com gestão ativa em juros e estruturas voltadas à previdência.
Fatio comentou sobre o fundo ativo da casa e que fundos posicionados para pegar o movimento de queda de taxa de juros vão se beneficiar.




