O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a seleção de Bad Bunny e da banda Green Day como atrações musicais do Super Bowl LX.
O evento está marcado para 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia.
Declarações de Trump
Em entrevista ao New York Post, Trump afirmou ser contrário aos dois artistas e classificou a curadoria musical como inadequada. Trump declarou: “Sou contra eles. Acho que é uma escolha péssima. Tudo o que isso faz é semear ódio. Péssimo”.
Trump disse que não pretende comparecer ao jogo e afirmou que a decisão não está relacionada às atrações, mas à distância entre Washington e a Califórnia.
Reações à escolha das atrações
A presença de Bad Bunny no evento gerou reações políticas antes das declarações do presidente.
Após ser anunciado como atração do intervalo, o cantor participou do programa Saturday Night Live, onde fez a maior parte do monólogo em inglês, mas utilizou o espanhol para comentar sua empolgação com o Super Bowl. Em seguida, afirmou que quem não entendeu teria até o dia do jogo para aprender o idioma.
A fala provocou reação da deputada Marjorie Taylor Greene, que disse ter apresentado uma proposta para tornar o inglês a única língua oficial dos Estados Unidos, vinculando diretamente a iniciativa à escolha do artista porto-riquenho.
Green Day está escalado para a cerimônia de abertura. A banda ganhou projeção política com o álbum American Idiot (2004), cuja faixa-título foi escrita como crítica ao então presidente George W. Bush, em meio à Guerra do Iraque.
Em agosto, o vocalista Billie Joe Armstrong afirmou que a música segue atual sob Trump e voltou a atacar o presidente, chamando-o de “um completo idiota”.