Artur Wichmann, CIO da XP Investimentos, participou do Outliers InfoMoney em janeiro de 2026 e analisou o cenário econômico e as perspectivas para os investimentos no ano de 2026.
Wichmann observou que 2025 foi marcado por ganhos nos ativos de risco no Brasil, influenciados pela entrada de investidores estrangeiros e pela desvalorização do dólar. Ele ressaltou que esses fatores globais não refletem uma melhora estrutural na economia local.
Perspectivas para 2026
Segundo Wichmann, o mercado pode reagir a pesquisas e pronunciamentos sobre política fiscal a partir de março ou abril, quando as candidaturas presidenciais estiverem definidas. A preocupação central é o descontrole fiscal.
Wichmann alertou sobre a volatilidade em anos eleitorais e as armadilhas comportamentais. Ele recomenda disciplina e estratégias de finanças comportamentais, para isolar decisões financeiras da carga emocional.
O especialista também abordou o mercado de crédito, mencionando que os spreads estão apertados e a seletividade é essencial. Ele destacou a importância de avaliar o risco do investimento antes de considerar impostos.
Juros e Impacto na Renda Fixa
Em relação à política monetária, Wichmann mencionou o início do ciclo de corte de juros no Brasil em 2026. Ele afirmou que o Banco Central manteve a política monetária restritiva para conter a inflação, e que a expectativa é de redução da Selic para abaixo de 13% ao longo do ciclo.
Wichmann informou que a diminuição da taxa de desconto aumenta o valor presente de fluxos futuros, o que pode valorizar a bolsa, imóveis e títulos prefixados.
No caso da renda variável, Wichmann projeta oportunidades, e empresas da economia local devem se beneficiar da mudança no custo de capital. A alocação em crédito privado deve ser feita com cautela.
Wichmann completou que investidores devem continuar buscando diversificação fora dos Estados Unidos.