O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo em 27 jornais europeus e do Mercosul no sábado, 17 de janeiro de 2026. O artigo aborda o acordo que seria assinado no dia seguinte, no Paraguai.
O texto, traduzido para 17 línguas, apresenta o acordo como uma resposta ao unilateralismo, ao protecionismo e às guerras comerciais.
Conteúdo do artigo
No artigo, Lula afirma que o acordo entre Mercosul e União Europeia é baseado na integração, na abertura comercial e na defesa do multilateralismo.
O presidente descreve o acordo como fruto da convicção de que “só a integração e a abertura comercial promovem a prosperidade compartilhada”.
O artigo aponta que o acordo reúne 31 países, com cerca de 720 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto conjunto superior a US$ 22 trilhões. Lula destaca que a parceria ampliará o acesso a mercados estratégicos, com regras “claras, previsíveis e equilibradas”, além de estimular investimentos, exportações e cadeias produtivas.
Lula enfatiza que a versão final do acordo preserva interesses sensíveis, garante a proteção ambiental e promove valores compartilhados como a democracia e os direitos humanos.
Segundo o artigo, a assinatura do acordo inaugura uma nova etapa. Lula afirma que o sucesso do tratado será medido pela rapidez com que seus benefícios chegarem aos mercados.
Lula aponta que os ganhos potenciais abrangem diversos setores, da bioeconomia à indústria de alta tecnologia, alcançando agricultores, empresas de diferentes portes e consumidores.
Ao final, o presidente associa o tratado à defesa de reformas em instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio e o Conselho de Segurança da ONU.
Lula conclui que o acordo Mercosul–União Europeia demonstra como o multilateralismo segue atual.
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