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Fundos multimercado apostam em dólar fraco e corte de juros em 2026

A maioria dos principais fundos multimercado brasileiros iniciou 2026 com a expectativa de um dólar em baixa. As análises de dezembro do ano anterior revelam que a moeda americana deixou de ser a principal estratégia de proteção, abrindo espaço para posições vendidas e diversificação cambial.

Mudança de estratégia

Essa mudança de perspectiva é notável, pois gestoras que historicamente usavam o dólar como proteção agora reavaliam a assimetria da moeda. O Itaú Janeiro, liderado por Bruno Serra, por exemplo, mantém posição vendida em dólar, enquanto a SulAmérica Investimentos destaca que o receio de fortalecimento da moeda americana se mostrou infundado. Outras gestoras, como Vinland Capital, Verde Asset e Kapitalo, compartilham dessa visão, com algumas optando por posições vendidas em dólar contra outras moedas.

A expectativa de corte de juros também é um ponto de consenso. A SulAmérica projeta o início dos cortes em março de 2026, e a Genoa Capital estima um afrouxamento entre 250 e 300 pontos-base ao longo do ano. Essa leitura se reflete em aplicações na curva de juros, visando se beneficiar da queda das taxas. A Ibiuna considera a queda de juros uma aposta com baixo risco de alta, mas com potencial de ganhos significativos em caso de desaceleração econômica.

Cautela com o cenário eleitoral

Apesar do consenso sobre juros, as gestoras adotam uma postura mais cautelosa em relação ao risco Brasil, em vista das próximas eleições. A Vista Capital mantém exposição neutra ao país, com posições vendidas em real. A Novus Capital também demonstra cautela, apesar de reconhecer a tendência de queda dos juros. Além disso, o ouro aparece como proteção em diversas carteiras, e o apetite por ações é seletivo, com foco em ações globais.

Diante desse cenário, a Galapagos Capital ressalta a importância da diversificação, disciplina e análise crítica para navegar os próximos trimestres.

As gestoras de fundos multimercado iniciam o ano com foco em estratégias que buscam se beneficiar da desvalorização do dólar e queda de juros no Brasil, mas com cautela diante do cenário político.

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