A delegada Layla Lima Ayub foi presa nesta sexta-feira (16) em São Paulo, após decisão do juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital. A prisão ocorreu em decorrência de investigações que apontaram o envolvimento da delegada com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na decisão, o juiz, que atendeu a uma representação do delegado Kleber de Oliveira Granja, da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, alertou que a infiltração do crime organizado no país pode indicar um cenário próximo a um “narcoestado”. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.
Relação com o PCC
Segundo as investigações, Layla Ayub, que já foi policial militar no Espírito Santo, teria um relacionamento amoroso com Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como ‘Dedel’, integrante do PCC no Pará. Em 28 de dezembro, já no cargo de delegada, ela teria atuado de forma irregular como advogada em uma audiência de custódia em Marabá, com o objetivo de libertar um membro da facção.
O juiz afirmou que, caso seja comprovado que o PCC a arregimentou para ser delegada, o Brasil estaria próximo de se tornar um “narcoestado”. Layla foi empossada no cargo em evento no Palácio dos Bandeirantes em 19 de dezembro.
A delegada foi detida em uma casa alugada na zona oeste da capital paulista.
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