Os títulos prefixados de longo prazo apresentaram o maior rendimento desde 2017, segundo dados da Anbima. O desempenho positivo, com destaque para papéis com vencimento superior a um ano, que renderam 20,07% em 2025, reflete a expectativa de queda na taxa básica de juros, a Selic.
Os títulos prefixados oferecem ao investidor a garantia de um rendimento definido no momento da aplicação, o que pode ser vantajoso em cenários de queda de juros. Atualmente, o Tesouro Nacional oferece opções com rentabilidade entre 12,89% e 13,60% ao ano. Instituições privadas também disponibilizam títulos com essas características.
Como funcionam os títulos prefixados
Em 2025, a Selic encerrou o ano em 15% ao ano. Especialistas apontam que a atratividade desses títulos aumentou a partir do segundo semestre de 2025, com a perspectiva de redução da Selic, movimento semelhante ao observado em 2017. Naquele ano, a Selic caiu de 13% para 7%.
O economista da Anbima, Marcelo Cidade, afirma que a tendência é que o prêmio desses ativos permaneça atrativo em 2026, mesmo após o início do ciclo de queda dos juros. O analista da Rico, Antônio Sanches, destaca que esses ativos se tornam especialmente vantajosos quando há expectativa de queda da Selic, pois permitem fixar uma taxa de retorno superior à taxa vigente no mercado.
Riscos e oportunidades
Um exemplo dos riscos associados aos títulos prefixados ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando a Selic atingiu 2% ao ano e os títulos prefixados, com rendimentos baixos, renderam menos que a inflação. Bruno Boccato, da InvestSmart XP, explica que, em um cenário de queda da Selic, o título prefixado se torna mais atrativo, pois continua pagando uma taxa superior à do mercado, valorizando-se.
A taxa Selic e a inflação podem impactar os títulos prefixados. O investidor que adquire o título prefixado fica sujeito às oscilações da inflação e da Selic.
Diante das perspectivas, os investidores devem avaliar as opções disponíveis e considerar os prazos e as condições do mercado antes de tomar decisões.
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