A petroleira Brava anunciou a aquisição de ativos da Petronas por US$ 450 milhões, resultando em queda de 1,28% nas ações BRAV3 às 12h10 desta sexta-feira (16). A compra envolve 50% da participação da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte, localizados na Bacia de Campos.
O negócio será pago em três etapas: US$ 50 milhões na assinatura, US$ 350 milhões no fechamento (com ajustes) e duas parcelas de US$ 25 milhões a serem pagas em 12 e 24 meses após a conclusão da transação. A operação ainda depende da aprovação do Cade e da ANP, além do direito de preferência da Petrobras.
Reações do Mercado
A XP Investimentos avaliou a aquisição como inesperada, mas positiva, considerando a redução no valor do negócio e o impacto na alavancagem da Brava. Os campos adquiridos produziram, em 2025, uma média de 55,6 kboed. O Goldman Sachs, por outro lado, mencionou que o mercado esperava mais detalhes sobre a estratégia de desinvestimentos da Brava, após a mudança na gestão.
O Bradesco BBI vê a operação com bons olhos, destacando o valuation atrativo, o alinhamento com a estratégia de desalavancagem e a diversificação de ativos. O banco estima um aumento no fluxo de caixa por ação da Brava em 2027, assumindo o preço do petróleo a US$ 60/barril. O Morgan Stanley, por sua vez, vê o timing da aquisição como desfavorável, considerando o cenário de preços do petróleo em 2026. A avaliação preliminar aponta para um múltiplo implícito de EV/Ebitda em torno de 2 vezes, significativamente abaixo da média do setor.
Apesar da aquisição, a relação dívida líquida/Ebitda da Brava deve permanecer estável em 2026, com queda prevista para 2027. A administração da Brava já se antecipou e acelerou a atividade de hedge para 2026, com cerca de 75% da produção do 1S26 protegida a cerca de US$ 63/barril.
A reação do mercado à aquisição demonstra visões divergentes sobre o momento e os impactos da transação para a petroleira.
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