O Bradesco BBI avalia que as novas regulamentações sobre os cursos de enfermagem, que extinguiram a modalidade a distância, podem ser positivas para a Cogna (COGN3). A ação da companhia registrou alta de 1,64%, a R$ 3,71, por volta das 13h40 (horário de Brasília).
Impacto nos Cursos
O relatório do BBI aponta que a receita com matrículas em cursos de enfermagem deve crescer em 2026, mesmo com uma redução de cerca de 20% na oferta de cursos, com aceleração prevista para 2027. O desempenho positivo é atribuído à diminuição da concorrência com o fim dos cursos EAD e a possibilidade de aumentar os preços em cerca de 15% em relação a 2025.
A empresa está agendando matrículas para alunos interessados em cursos presenciais nos 130 polos que migrarão do modelo EAD, assim que o credenciamento for concluído. A receita gerada pelos cursos presenciais representava cerca de 50% da receita associada aos cursos a distância.
A receita com a admissão de alunos de enfermagem em 2026 deve apresentar crescimento em relação a 2025. Para 2027, a expectativa é de uma aceleração, impulsionada pela acreditação de 305 centros, que representaram aproximadamente 18% do volume total de admissões de enfermeiros em 2025. A Cogna não espera impactos nos custos em 2026, exceto nos cursos ministrados, cujas novas regras entram em vigor no segundo semestre de 2026. A empresa espera repassar esse aumento aos preços.
O BBI reitera a recomendação de compra para COGN3, com preço-alvo de R$ 4,80.
A Kroton, braço da Cogna, deve manter um crescimento de aproximadamente 9% no primeiro semestre de 2026.
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