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Brasil quita R$ 2,2 bilhões em dívidas com organismos internacionais em 2025

O Brasil destinou aproximadamente R$ 2,2 bilhões em 2025 para quitar contribuições a organismos internacionais, conforme anunciado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em Brasília na quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. Os recursos também foram utilizados em integralizações e recomposições de cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais.

De acordo com o governo, os pagamentos asseguraram a participação do Brasil em fóruns globais, regionais e setoriais estratégicos. No âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), o país quitou compromissos com o orçamento regular, missões de paz e mecanismos judiciais, entrando em um grupo seleto de nações totalmente adimplentes com a organização. Contribuições para agências especializadas em áreas como saúde, educação, trabalho e migração também foram honradas.

Estratégia de Pagamento

A estratégia de pagamentos escalonados ao longo do ano, aliada ao monitoramento da taxa de câmbio, permitiu reduzir custos para o Tesouro Nacional, além de garantir previsibilidade orçamentária, segundo o ministério. A regularização das obrigações demonstra o compromisso do Brasil com o multilateralismo, a integração regional e a responsabilidade fiscal.

Os pagamentos foram realizados para as seguintes instituições:

  • Sistema das Nações Unidas (ONU, FAO, UNESCO, OMS, OIT, OIM, OMT, UPU)
  • Meio ambiente e clima (UNFCCC, Protocolo de Quioto, Protocolo de Montreal, Protocolo de Cartagena, Protocolo de Nagoia)
  • Integração regional e cooperação hemisférica (Secretaria do Mercosul, Parlasul, IPPDH, TPR, OEA, ALADI, OTCA)
  • Outros organismos internacionais (OMC, CPLP, AIEA, TPI, TIDM, CERN, FLACSO)
  • Bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais (FONPLATA, FIDA, CFI, CAF)

A adimplência do Brasil nesses organismos garante sua participação plena em decisões internacionais, preserva direitos de voto e acesso a financiamentos e reforça a imagem do país como um ator engajado na cooperação internacional.

A iniciativa reforça a posição do Brasil no cenário internacional, com o país mantendo sua participação nos fóruns globais.

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