A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) intensificou o confronto com o pastor Silas Malafaia, ao citar a Assembleia de Deus do Amazonas como uma das instituições religiosas sob investigação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração ocorreu após a divulgação de uma lista de igrejas e pastores que estão na mira da comissão.
A igreja mencionada tem ligações com familiares do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), que lidera a bancada evangélica na Câmara. Em entrevista ao jornal O Globo, Damares afirmou que Malafaia deveria “orar” e que não irá subordinar suas ações parlamentares ao pastor. Ela também expressou “profundo desconforto e tristeza” diante da possível participação de igrejas em esquemas de fraude contra aposentados do INSS, mas ressaltou o dever da CPI em investigar os fatos.
Contexto da Disputa
O conflito entre Damares e Malafaia começou no domingo, 11, quando a senadora revelou a existência de igrejas e líderes religiosos envolvidos em investigações sobre fraudes contra aposentados. Essa declaração gerou reações de Malafaia, que a classificou como “conversa fiada”. Em resposta, Damares divulgou uma lista de requerimentos da CPMI, incluindo pedidos de quebra de sigilo de instituições religiosas e convites para ouvir pastores.
A Assembleia de Deus do Amazonas já forneceu os dados solicitados pela CPMI e aguarda análise do colegiado.
A investigação da CPMI continua, com foco nas instituições e indivíduos citados.
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