Após a devolução de R$ 41 bilhões aos investidores do Banco Master pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), cerca de 1,6 milhão de pessoas precisam decidir como reaplicar os recursos, com média de R$ 25 mil por investidor. A situação, que envolveu a falência da instituição financeira e a demora no ressarcimento, exige cautela e atenção.
Especialistas recomendam que a maioria dos investidores, especialmente aqueles com menor conhecimento do mercado, priorizem a segurança e a liquidez dos investimentos. A exposição ao risco enfrentada por muitos investidores com os CDBs do Banco Master, mesmo com a garantia do FGC, aumenta a necessidade de uma análise cuidadosa.
Opções conservadoras em destaque
Uma das opções mais indicadas é o Tesouro Selic, ou LFT, por ser a aplicação mais conservadora do Tesouro Direto, especialmente com a taxa Selic em 15%. Outra alternativa são títulos bancários de instituições financeiras de primeira linha, como Bradesco, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Santander Brasil. Embora ofereçam retornos menores, esses investimentos são considerados mais seguros.
Fundos de renda fixa exigem análise
Fundos abertos de renda fixa também podem ser considerados, mas demandam mais cuidado. É preciso avaliar a liquidez do fundo, os ativos e passivos, e se a relação risco-retorno compensa. Além disso, a análise do perfil dos investidores do fundo é crucial para evitar perdas em momentos de instabilidade no mercado.
Para a planejadora financeira Patrícia Palomo, o momento é de reorganizar a estratégia financeira, definindo o prazo de uso do dinheiro e o grau de risco adequado. Ela sugere estacionar os recursos em aplicações de alta liquidez e baixo risco, enquanto se decide com clareza. A diversificação é uma estratégia importante, combinando títulos públicos atrelados à taxa básica de juros, indexados à inflação e CDBs de instituições sólidas.
A principal orientação é evitar repetir o erro de focar apenas na taxa prometida, sem analisar a solidez do emissor e as condições de liquidez. O processo de ressarcimento pelo FGC, que envolve tempo e burocracia, deve ser considerado ao tomar a decisão.
Diante do cenário, os investidores devem priorizar a segurança e a organização de seus investimentos, avaliando cuidadosamente as opções disponíveis para evitar novos contratempos.
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