A liquidação do Banco Master pode gerar mudanças significativas no mercado financeiro brasileiro e influenciar o comportamento dos investidores, segundo especialistas. As principais consequências envolvem a revisão do papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e uma maior atenção dos investidores à qualidade dos títulos de crédito.
João Arthur, CIO da Suno Wealth, avalia que o sistema financeiro sairá fortalecido após a crise. Do lado dos investidores, a percepção de risco em CDBs de bancos médios tende a aumentar, compreendendo que o rendimento maior, comparado ao CDI, não é isento de riscos. Arthur destaca o possível desgaste envolvido no processo de liquidação, além da demora no recebimento dos valores.
Reforma do FGC em pauta
Arthur acredita que o FGC passará por reformas, podendo incluir a redução do limite de garantia de R$ 250 mil por CPF e alterações nas regras de contribuição. Ele observa que o FGC, em sua estrutura atual, permitiu que o Banco Master se aproveitasse do sistema para crescer com base na garantia. Grandes bancos, principais financiadores do FGC, devem pressionar por essas mudanças.
Patrícia Palomo, planejadora financeira CFP pela Planejar, ressalta a importância de compreender que rentabilidade elevada está associada a maiores riscos, mesmo com mecanismos de garantia. Ela também alerta sobre a necessidade de analisar informações além de selos e discursos comerciais. Palomo ainda reforça a importância da diversificação e da clareza dos objetivos de investimento como formas de proteção.
O episódio pode levar a uma pressão por reformas no FGC, que, por sua vez, podem resultar em novas dinâmicas no mercado.
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