O Ministério do Trabalho interditou três pilhas de rejeito e estéril na mina da Sigma Lithium em Minas Gerais, alegando risco grave e iminente aos trabalhadores e à comunidade local. A decisão, tomada em 5 de dezembro, foi mantida após a empresa tentar suspender a ordem.
A Sigma Lithium, que já foi a maior produtora de lítio do Brasil, enfrenta dificuldades desde 2023, com queda nos preços do lítio e desafios na expansão da mina. A empresa, que tinha capacidade para produzir 270 mil toneladas de concentrado de lítio anualmente, está inativa desde outubro.
Impactos da Interdição
A empresa argumentou que a interdição das pilhas causaria “impactos operacionais e econômicos significativos”, além de comprometer a continuidade da atividade minerária. A Sigma afirmou que as pilhas são apenas de estéril, mas um relatório de auditoria apontou “ruptura parcial” em uma delas, em novembro.
Para reverter a interdição, a Sigma Lithium precisa apresentar documentos comprovando a correção dos problemas identificados. A empresa também tem conflitos com o ex-co-presidente-executivo Calvyn Gardner, que a processa por direitos de mineração e expressou preocupações sobre a segurança na mina.
A mineradora, que tinha planos de retomar a produção, viu suas ações despencarem após rebaixamento do Bank of America, que citou a falta de clareza sobre a retomada das operações.
A Sigma Lithium ainda não informou se pode produzir lítio sem o uso das pilhas interditadas.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp