As vendas do varejo no Brasil tiveram alta de 1% em novembro, impulsionadas pelas promoções da Black Friday, segundo dados divulgados pelo IBGE em 15 de janeiro de 2026. Produtos farmacêuticos, de higiene e cosméticos, além de equipamentos de escritório e eletrodomésticos, foram os destaques do mês.
O resultado, contudo, mostra sinais de desaceleração. O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, registrou alta de 0,7% em novembro, enquanto o varejo restrito, que exclui esses segmentos, também teve alta, mas com menor intensidade.
Setores em destaque e impactos da Black Friday
As vendas em supermercados, farmácias e artigos de uso pessoal impulsionaram o resultado. Economistas apontam que a Black Friday teve forte influência, com setores como móveis, eletrodomésticos e materiais de escritório apresentando crescimento expressivo.
O mercado de trabalho robusto e o aumento da massa salarial também sustentaram o desempenho do varejo. O atacarejo de alimentos, bebidas e tabaco também cresceu pelo terceiro mês consecutivo.
Perspectivas e desafios para o varejo
Apesar do crescimento em novembro, analistas observam uma tendência de desaceleração no varejo, influenciada pelas altas taxas de juros e níveis de endividamento. Para o economista do PicPay, Matheus Pizzani, o resultado de dezembro deve ser de desaceleração, com o setor fechando 2025 com alta de 1,8%.
Para 2026, espera-se que o setor continue condicionado a um ambiente doméstico desafiador. No entanto, elementos como a aprovação da reforma do Imposto de Renda e o aumento do salário mínimo podem impulsionar o consumo.
O desempenho das vendas sugere uma melhora no consumo das famílias no último trimestre de 2025, embora o mercado de crédito continue sendo relevante para sustentar o consumo de bens, especialmente veículos. A expectativa é de que o setor continue mostrando resiliência, evitando uma desaceleração mais forte da economia.
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