O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou quatro peritos da Polícia Federal (PF) para analisar as provas apreendidas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão, tomada nesta quinta-feira, visa auxiliar na investigação do caso.
Os peritos terão acesso às provas com o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo material. Inicialmente, Toffoli determinou que as provas ficassem sob custódia do STF, mas posteriormente autorizou a PGR a realizar a extração e exame dos dados e documentos.
Preocupações com a Decisão
A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) expressou preocupação com a decisão de Toffoli, alertando para os riscos operacionais e técnicos que podem levar à perda de vestígios relevantes para a investigação. A segunda fase da operação Compliance Zero, que culminou na decisão, foi determinada pelo próprio ministro.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de mandado de busca e apreensão na operação. Ele chegou a ser preso na primeira fase da investigação, mas foi solto posteriormente. A defesa de Vorcaro informou que ele tem colaborado com as autoridades.
A decisão de Toffoli de entregar o material para a PGR partiu de um entendimento do próprio ministro, sem que houvesse um pedido formal do órgão. Interlocutores relataram que a PGR havia solicitado apenas vista do material, e não a posse do acervo.
A atuação da PF e do Banco Central na investigação é independente, conforme declarações da ministra Gleisi, que afirmou que o governo acompanha o caso.
O próximo passo é a análise dos peritos da PF sobre o material apreendido, sob a supervisão da PGR.
Quer receber mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp.
Entrar no canal do WhatsApp