China, Índia e Brasil têm diminuído seus investimentos em títulos do Tesouro americano desde a reeleição de Donald Trump em novembro de 2024. A decisão, intensificada no último ano, acompanha o aumento das tensões comerciais e geopolíticas com os Estados Unidos.
Dados do Departamento do Tesouro dos EUA, atualizados até outubro de 2025, indicam quedas significativas nas participações dos países do Brics. A China viu sua participação cair 9,4% desde outubro de 2024, enquanto a Índia reduziu em 21% e o Brasil em 26,7% no mesmo período.
Queda acentuada
A China, que já foi a maior detentora desses títulos, ocupa agora o terceiro lugar, atrás do Japão e do Reino Unido. O estoque chinês, que era de US$ 760,1 bilhões em outubro de 2024, chegou a US$ 688,7 bilhões em outubro de 2025. A Índia, por sua vez, reduziu suas aplicações de US$ 241,4 bilhões para US$ 190,7 bilhões no mesmo período.
O Brasil também diminuiu sua posição, passando de US$ 228,8 bilhões em outubro de 2024 para US$ 167,7 bilhões no início do quarto trimestre de 2025.
Enquanto os países do Brics diminuíram suas posições, Japão e Reino Unido aumentaram seus estoques de títulos do Tesouro americano.
A contínua redução nos estoques de títulos do Tesouro dos EUA por parte dos países do Brics sugere uma mudança nas estratégias de investimento, em meio a um cenário de crescente incerteza nas relações comerciais globais.
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