Em 2026, a Rede D’Or (RDOR3) continua sendo uma das ações preferidas dos analistas no setor de saúde brasileiro, conforme relatórios do Santander e do Bank of America (BofA). Os bancos destacam a companhia por sua liderança no setor hospitalar, combinando escala, marcas fortes e eficiência operacional.
Rede D’Or: Favorita dos Analistas
O Santander manteve a Rede D’Or como sua principal escolha, considerando-a uma empresa “à prova de ciclos”, capaz de apresentar bom desempenho em qualquer cenário econômico. A companhia possui posição de liderança em hospitais de alta complexidade e vantagem competitiva frente a rivais menores. Apesar de as ações serem negociadas a 17,4 vezes o preço sobre lucro estimado para 2026, os analistas consideram o valor justo, devido à qualidade dos ativos, equipe de gestão sólida e melhora do ROE e ROIC.
O banco também ressalta que a Rede D’Or está menos exposta a riscos regulatórios e deve continuar ganhando espaço em segmentos de maior complexidade.
Outras Recomendações dos Analistas
O Santander elevou a recomendação de Fleury (FLRY3) para compra, enfatizando a resiliência da empresa, a forte geração de caixa e o dividend yield projetado de 8% para 2026. Há potencial estratégico na companhia, que pode atrair compradores em um novo ciclo de consolidação, inclusive a própria Rede D’Or.
A SulAmérica, da Rede D’Or, deve continuar ganhando espaço no mercado em 2026, mesmo com a concorrência mais acirrada. Já Hapvida (HAPV3) e Auna continuam com recomendação de compra, mas com expectativa de recuperação mais clara apenas no segundo semestre de 2026. Mater Dei (MATD3) foi rebaixada para neutro, diante de riscos de execução e menor potencial de valorização.
Bank of America: Destaque para Dasa
O Bank of America também incluiu a Dasa (DASA3) entre suas preferidas para o ano, apostando em uma tese de recuperação operacional após a joint venture hospitalar com a Amil, com foco maior no segmento de diagnósticos. A projeção da Dasa é de avanço da margem Ebitda para 22% em 2026 e redução da alavancagem.
Em relação à Hapvida, o preço-alvo foi reduzido, refletindo a forte concorrência e pressões sobre margens. A Odontoprev (ODPV3) também perdeu espaço, com as ações rebaixadas para venda.
Contexto do Setor em 2026
O BofA prevê um cenário altamente competitivo entre as operadoras de saúde em 2026. Os índices de sinistralidade do setor indicam uma tendência de queda, possivelmente retornando aos níveis pré-pandemia. Juros altos e o longo ciclo de atendimento na área da saúde devem adiar os impactos negativos da terceira fase do ciclo para o final de 2026.
Os prestadores de serviços (hospitais e laboratórios) devem se beneficiar de um reajuste maior no valor médio dos atendimentos, de um ciclo de conversão de caixa mais eficiente e do aumento do volume de vendas. A agenda regulatória, especialmente em um ano eleitoral, tende a gerar ruídos, com possíveis mudanças nas regras da ANS sobre reajustes e comercialização de planos.
A Rede D’Or permanece como a ação mais sólida e previsível do setor, com Fleury ganhando espaço como alternativa de dividendos e Dasa despontando como aposta de virada operacional para 2026.
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