A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) nos Estados Unidos ganha força, com o mercado direcionando seu olhar para as empresas de tecnologia. O desempenho das chamadas ‘7 Magníficas’ será crucial para avaliar o cenário.
Expectativas para o setor de tecnologia
O Goldman Sachs aponta que a temporada de resultados representará um teste importante para as grandes empresas de tecnologia e para o setor de inteligência artificial (IA). A instituição avalia que a trajetória dos gastos de capital em IA terá implicações significativas para as perspectivas de lucro e o desempenho das ações de infraestrutura de IA.
As estimativas de consenso indicam que o crescimento dos gastos de capital dos grandes provedores de serviços de nuvem deve desacelerar, passando de alta de 75% no 3º trimestre para 54% no 4º trimestre e para 24% até o final de 2026.
Análise da XP Investimentos
A XP Investimentos questiona se as ‘Big Techs’ ainda são destaque, mencionando que a desvalorização do dólar, esperada para ajudar a impulsionar os resultados das empresas, não foi suficiente para superar a resiliência das demais companhias do S&P 500.
A equipe de estratégia da XP avalia que o crescimento das ‘Magnificent 7’ está em processo de desaceleração. As ‘Magnificent 7’ são formadas por Alphabet (GOOGL), Amazon (AMZN), Apple (AAPL), Meta Platforms (META), Microsoft (MSFT), Nvidia (NVDA) e Tesla (TSLA).
A XP ressalta que as sete empresas representam cerca de 62,5% do crescimento total do índice. No entanto, a XP não espera que a Nvidia, por exemplo, mantenha um crescimento interanual de três dígitos por muito tempo. A XP avalia que as Big Techs podem não conseguir superar a resiliência das demais empresas americanas.
Perspectivas para o 4T25
A expectativa é que as Big Techs do setor, como Nvidia e Microsoft, continuem impulsionando sua performance no 4T25, com a temática de inteligência artificial ainda em destaque. A capacidade das empresas de gerar aumento sustentável de receita relacionada à IA tem sido menos impactante do que os guidances divulgados, principalmente para Capex.
A Raymond James vê o setor de tecnologia como um motor positivo, impulsionado por investimentos contínuos em IA. A casa de investimentos projeta que os lucros das mega techs devem superar o mercado amplo em mais de 15% a cada trimestre nos próximos três trimestres, e se mantém otimista com o setor.
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