O JPMorgan Chase reportou, nesta terça-feira (13), uma queda no lucro do quarto trimestre de 2025, impactada por um efeito extraordinário relacionado ao seu acordo com o Goldman Sachs para assumir uma parceria de cartão de crédito com a Apple.
O lucro somou US$13 bilhões, ou US$4,63 por ação, nos três meses encerrados em 31 de dezembro de 2025. No mesmo período do ano anterior, o lucro foi de US$14 bilhões, ou US$4,81 por ação.
Lucro Ajustado
Excluindo esse efeito extraordinário, o lucro trimestral do JPMorgan aumentou para US$14,7 bilhões, ou US$5,23 por ação. Esse aumento foi impulsionado pelo ‘trading’.
“A economia dos EUA manteve-se resiliente”, disse o presidente-executivo do banco, Jamie Dimon, em comunicado. “Embora o mercado de trabalho tenha apresentado sinais de desaceleração, as condições não parecem estar piorando. Enquanto isso, os consumidores continuam gastando e, de modo geral, as empresas permanecem saudáveis.”
A receita dos mercados do JPMorgan subiu 17% no quarto trimestre, com alta de 7% na divisão de renda fixa, enquanto o segmento de ações registrou um salto de 40%.
Acordo com a Apple
No início deste mês, o JPMorgan e a Apple fecharam um acordo pelo qual o banco se tornou o novo emissor do cartão da fabricante do iPhone.
O banco havia informado que esperava registrar uma provisão de US$2,2 bilhões para perdas com crédito no quarto trimestre, relacionada ao portfólio.
O acordo fortalecerá a posição do JPMorgan no mercado de cartões de crédito e se somará a uma longa lista de conquistas estratégicas de Dimon, que transformou o banco em um dos principais players nos setores de varejo e banco de investimento.
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