A Verde, gestora de recursos liderada por Luis Stuhlberger e Luis Parreiras, zerou sua posição em criptoativos após pouco mais de um ano da aposta, conforme noticiado pelo InfoMoney. A decisão ocorre após a gestora ter iniciado a alocação em criptomoedas em novembro de 2024 e aumentado a fatia em maio de 2025.
Redução da Posição e Desempenho do Bitcoin
A posição em cripto foi reduzida pela primeira vez em novembro do ano anterior, após perdas subsequentes a uma queda em outubro, que contribuiu para o Bitcoin (BTC) encerrar 2025 em baixa. O InfoMoney apurou que a posição da Verde em cripto era no HASH11, um ETF que acompanha o preço do Bitcoin.
Motivações e Estratégias Atuais da Verde
A Verde não detalhou o motivo da decisão. No ano passado, a gestora havia apontado uma deterioração estrutural do dólar como justificativa para aumentar a alocação em cripto. Apesar de zerar a aplicação em cripto, a casa mantém posições que se beneficiam da queda da moeda americana, com foco em renminbi chinês, opções de compra no real, além de posições em ouro e uma cesta de moedas contra o dólar. As apostas em bolsa brasileira e global também permanecem, assim como a aposta na queda dos juros locais e nos EUA.
Desempenho do Fundo Verde em 2025
O fundo Verde encerrou 2025 com desempenho acima do CDI (15,94% contra 14,31%), após ter ficado abaixo do benchmark no último mês do ano, impactado por perdas em bolsa brasileira no real. O real e hedges em bolsa global, petróleo, renminbi e posição vendida em bolsa no começo do ano foram os principais detratores. Por outro lado, a casa registrou ganhos em commodities, com destaque para o ouro, moedas fora do Brasil, crédito e ações globais. Os ganhos de 2025 foram distribuídos em bolsa, arbitragens de juros locais, inflação americana, crédito e commodities.
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