Leilões e concessões assumem papel central na agenda econômica do governo federal, com foco em viabilizar investimentos e reduzir gargalos logísticos. A avaliação é do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, que concedeu entrevista ao InfoMoney.
Projetos e Investimentos em Infraestrutura
Para 2026, o Ministério prevê 14 concessões rodoviárias e oito ferroviárias, totalizando investimentos estimados em R$ 300 bilhões. Santoro informou que, em três anos de governo, o valor contratado em projetos de infraestrutura atingirá R$ 260 bilhões. Esse montante supera o total investido em transportes até 2022, que foi de cerca de R$ 170 bilhões.
Mudanças no Modelo de Concessões
O secretário destacou a diversidade de operadores e financiadores nos leilões. Segundo ele, o setor financeiro passou a participar de forma mais direta, com a presença de instituições financeiras, fundos e bancos. Santoro também ressaltou a mudança no papel do BNDES, que hoje atua sem subsídio, com sua participação no financiamento das concessões diminuindo de 90% para 40% a 45%.
Segurança Jurídica e Atrações de Investidores
O governo investiu em mecanismos para reduzir disputas judiciais, como arbitragem e câmaras de solução de conflitos. Santoro citou a entrada de grupos estrangeiros, como espanhóis e franceses, e o interesse crescente de empresas mexicanas e chinesas. Ele também mencionou a assunção de riscos por parte do governo, como nos casos de desapropriação e riscos geológicos, para viabilizar projetos.
Impactos e Perspectivas Futuras
De acordo com Santoro, concessões e privatizações se tornaram alavancas de política econômica. Ele afirmou que o Brasil possui o maior pipeline de projetos de concessão de rodovias e ferrovias do mundo. Para ele, esse modelo é fundamental para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade e sustentar o papel do país como fornecedor global de alimentos.
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