A federação entre União Brasil e PP, idealizada para formar a maior força política do país, caminha para ser formalizada em meio a um processo de desidratação, de acordo com informações divulgadas em 12 de janeiro de 2026. O movimento expõe dificuldades e serve de alerta a partidos que buscam alianças para superar a cláusula de barreira.
Pedido ao TSE e Requisitos da Federação
União Brasil e PP já entregaram o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para que a federação esteja em vigor na eleição de 4 de outubro, a solicitação precisa ser aceita até seis meses antes da data. Entre as exigências da federação estão seguir a mesma posição em eleições por no mínimo quatro anos e atuar como se fossem uma legenda só no Congresso.
Configuração da Federação e Disputas Internas
A estrutura reunirá 108 deputados e 12 senadores, ficando atrás apenas do PL e do PSD. Juntos, os partidos terão um fundo partidário de R$ 954 milhões, além de seis governadores e 1.343 prefeitos. As rixas começam na definição do apoio à Presidência e se espalham para questões locais. Em 13 estados, parlamentares insatisfeitos já anunciam uma debandada.
Resistências Estaduais e Desafios
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), enfrenta resistência no PP. Em São Paulo, a possibilidade de Tarcísio de Freitas entrar na disputa perdeu força. Em Pernambuco, há divergências sobre o palanque de 2026. Na Paraíba, o líder do União no Senado, Efraim Filho, resiste a compor com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). No Rio de Janeiro, o diretório estadual do União enfrenta dificuldades, enquanto o PP mantém diálogo com diferentes grupos. No Paraná, PP e parte do União não concordam com a pré-candidatura de Sergio Moro (União) ao governo.
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