A aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, confirmada na última sexta-feira (9), poderá levar até três anos para ser totalmente implementada, segundo Welber Barral, advogado especialista em comércio internacional. Apesar da demora, Barral aponta que o acordo trará maior estabilidade regulatória e atrairá investimentos para o Brasil.
Próximos passos após aprovação
Após a assinatura do acordo pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na próxima semana, o Parlamento Europeu votará a aprovação do tratado. Posteriormente, os membros do Mercosul deverão ratificar a proposta em seus congressos.
Demora na implementação
Barral explica que a votação dos eurodeputados pode levar um ano, enquanto as votações nos parlamentos latino-americanos podem levar até três anos. Além disso, algumas seções do acordo que extrapolam a política comercial precisarão ser votadas nos parlamentos nacionais dos membros da UE.
Oposições e concessões
Na União Europeia, o acordo enfrenta oposição liderada pela França. Para atrair o apoio da Itália, foram feitas concessões ao setor do agronegócio europeu, com a antecipação de cerca de 45 bilhões de euros em recursos da Política Agrícola Comum a partir de 2028.
Benefícios a longo prazo
Barral, que foi Secretário de Comércio Exterior do Brasil entre 2008 e 2011, afirma que o acordo oferece vantagens como acesso a um mercado premium e atração de investimentos. Grupos empresariais, por outro lado, celebraram o acordo, destacando a oportunidade de abertura comercial.
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