A Transparência Internacional acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover uma escalada de assédio contra sua filial brasileira. A organização não governamental (ONG) divulgou um comunicado internacional na sexta-feira, 9, no qual afirma que as ações são motivadas por um estudo que apontou falhas de transparência no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Resposta da Casa Civil e alegação de investigação policial
A reação do governo ocorreu após a Casa Civil divulgar uma nota em 5 de janeiro, na qual respondeu ao levantamento da ONG. Na ocasião, o órgão afirmou que a Transparência Internacional Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal (PF). A ONG declara que essa alegação não possui base documental, sem registros públicos ou notificações formais.
Declarações da Transparência Internacional
O presidente da Transparência Internacional, François Valérian, declarou que a entidade está ao lado de sua filial brasileira e cobrou o fim do que chamou de intimidação por parte do governo. Em carta oficial enviada aos ministros Rui Costa (Casa Civil), Vinícius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), a ONG afirma que o governo federal tentou deslegitimar e atacar sua reputação.
Histórico de ataques e cobranças
A Transparência Internacional alega que os episódios fazem parte de um padrão de ataques e tentativas de deslegitimação contra sua filial no Brasil. A entidade relata “assédio jurídico sustentado” baseado em acusações falsas sobre sua atuação. Em carta enviada ao Palácio do Planalto, a organização exige que a Casa Civil esclareça a afirmação sobre a investigação policial e que o governo cesse os ataques à reputação da filial.
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