A Stone (BDR: STOC34) aprovou o pagamento de dividendo extraordinário de cerca de R$ 3,1 bilhões na terça-feira (14). O pagamento está previsto para 4 de maio, com data de corte em 24 de abril. As ações da companhia subiram 4,05% e estavam cotadas a R$ 75,75 às 10h50.
A Stone aprovou a emissão de cerca de 3,8 milhões de ações ligadas ao plano de incentivo de longo prazo, com definição final prevista após a liquidação dos dividendos.
O Bradesco BBI avalia que a Stone deve distribuir cerca de R$ 5,1 bilhões ao total, somando os dividendos da venda da Linx e o programa de recompra de ações de até R$ 2 bilhões já anunciado.
Recomendações e perspectivas
O Bradesco BBI mantém recomendação outperform para o papel, destacando a avaliação descontada, em torno de 5,3 vezes o lucro projetado para 2026. O banco adota uma visão mais cautelosa no curto prazo, citando ambiente competitivo mais desafiador e menor dinamismo de crescimento.
O Goldman Sachs avalia que o pagamento único de dividendos deve ser bem recebido pelo mercado. O banco reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20.
O dividendo extraordinário equivale a cerca de 16% do valor de mercado da companhia, atualmente em torno de R$ 19 bilhões.
Em termos de valuation, a Stone negocia a 6,4 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo da média histórica de três anos de 8,6 vezes.
O JPMorgan reduziu suas estimativas de lucro ajustado da Stone para 2026 em 6%, para R$ 2,556 bilhões. Para 2027, o banco também reduziu a projeção em 7%, para R$ 2,84 bilhões.
O JPMorgan reduziu o preço-alvo para dezembro de 2026 de US$ 21 para US$ 20 por ação, mantendo recomendação overweight.