Search

Selic Inalterada: Setores de construção e small caps ganham destaque, dizem especialistas

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic inalterada na reunião de quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, conforme esperado pelo mercado financeiro. Gestores e analistas buscam ações consideradas descontadas, mesmo com o Ibovespa em alta.

Ricardo Campos, CEO e CIO da Reach Capital, mencionou que os múltiplos continuam abaixo das médias históricas. Ele também destacou o fluxo de estrangeiros, que impulsiona as blue chips.

Setores em foco

Especialistas indicam a importância de analisar empresas que oferecem estabilidade. Alguns investidores estão direcionando seus investimentos para setores dependentes de uma Selic mais baixa e consumo aquecido. Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, defende posições estratégicas no setor de construção civil, com foco no nicho de baixa renda.

Lemos cita empresas como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3), que operam com financiamento subsidiado pelo programa Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, o varejo discricionário ainda exige cautela, devido ao endividamento das famílias e altos custos financeiros.

Small caps em análise

O investimento em small caps é considerado pelos especialistas devido ao potencial de valorização no médio prazo. Rafael Espinoso, estrategista da Tivio Capital, explica que, historicamente, o desempenho das empresas menores tende a ser superior após um período de alta do Ibovespa. A Tivio recomenda maior participação dessas empresas nas carteiras.

Campos, da Reach Capital, indica a Randon (RAPT3) como uma aposta de valor. Bruno Corano, CEO da Corano Capital, aponta a Marcopolo (POMO4) como destaque entre as small caps para os próximos 12 meses.

Âncoras de estabilidade

Para equilibrar os riscos, especialistas sugerem manter uma parcela do portfólio em empresas geradoras de caixa e com baixa alavancagem. Fabio Lemos e Bruno Corano recomendam a Prio (PRIO3) no setor de commodities. Lemos também cita Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). O setor financeiro e de utilities também é indicado como proteção e ganho real.

O Itaú (ITUB4) é mencionado por sua capacidade de atravessar diferentes cenários de juros, e Ricardo Campos indica o Nubank (ROXO34) para quem busca crescimento. Para completar a carteira com ativos defensivos, Campos sugere Orizon (ORVR3) e Eneva (ENEV3), enquanto Corano indica Copel (CPLE6), e Lemos, a BB Seguridade (BBSE3).

Esses posts também podem te interessar:

Confira também o EmpreendaSC Talk:

Relacionado

Lavvi (LAVV3) aprova distribuição de R$ 200 milhões em dividendos

Investimentos

Marcelo Talarico e Luis Resende deixam conselho do BRB

Investimentos

PetroReconcavo aprova reestruturação da diretoria após renúncia de diretor

Bolsa

Guararapes, dona da Riachuelo, altera código de negociação na B3

Bolsa

Copasa, Raízen, Petrobras e mais ações: Veja os destaques desta quinta

Bolsa