A Opep+ concordou em elevar suas cotas de produção de petróleo para maio. A decisão foi tomada em uma videoconferência no domingo (5) e prevê o aumento em cerca de 206 mil barris por dia.
A medida ocorre em um momento em que o conflito no Oriente Médio restringe a oferta e os embarques de alguns dos maiores integrantes da aliança, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait.
Impactos do conflito
Os preços do petróleo têm oscilado devido ao conflito, chegando a quase US$ 120 por barril no mês passado. Os futuros do Brent fecharam perto de US$ 109 na sexta-feira.
O tráfego marítimo no Estreito de Hormuz foi reduzido, com a Agência Internacional de Energia (AIE) apontando a maior interrupção de oferta na história do mercado de petróleo. A passagem responde por cerca de um quinto do petróleo mundial.
Antes do conflito, oito países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus parceiros vinham retomando gradualmente a oferta interrompida em 2023. Eles mantiveram a produção estável nos três primeiros meses deste ano e, em 1º de março, concordaram com um aumento de 206 mil barris por dia para abril.
Restrições e alternativas
O Irã afirmou que o Iraque está isento de restrições de passagem pela hidrovia. No entanto, a efetividade dependerá da disposição dos armadores em usar a rota.
Produtores do Golfo reduziram a produção de petróleo em cerca de 10 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 10% da oferta global, segundo a AIE em meados de março.
A Rússia também enfrenta interrupções, com ataques ucranianos à sua infraestrutura de energia, incluindo terminais de exportação no Mar Báltico.




