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Onde investir na tecnologia em Santa Catarina


Santa Catarina consolidou em 2025 a posição de 5º maior polo de tecnologia do país, com faturamento de R$ 42,5 bilhões e participação de 7,5% no PIB estadual. Embalado por esses números, o governo colocou uma meta agressiva para 2026: fazer o setor de tecnologia chegar a 10% da economia catarinense, o que tende a acelerar investimentos em novos hubs, sobretudo fora da Grande Florianópolis.

Governo mira salto rápido no peso da tecnologia

O avanço recente permitiu ao estado ultrapassar o Rio Grande do Sul no ranking nacional de tecnologia. Com isso, o programa SC Mais Inovação passou a tratar o setor como vetor central de crescimento e definiu o objetivo de elevar de 7,5% para 10% a fatia da tecnologia no PIB já em 2026.

Para chegar lá, o governo aposta em duas frentes principais:

  • crescimento das empresas que já estão em operação;
  • criação de novos negócios em regiões ainda pouco conectadas ao ecossistema de inovação.

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) anunciou medidas de fomento e investimentos em infraestrutura para tentar sustentar esse ritmo. A lógica é usar dinheiro público para reduzir barreiras de entrada e aproximar tecnologia de setores tradicionais da economia catarinense.

Interior passa a receber mais centros de inovação

O desenho dos investimentos indica uma mudança clara: menos concentração em Florianópolis e mais atenção ao interior. Para 2025, o Estado previu um aporte de R$ 24 milhões em inovação, alta de 20% em relação a 2024, com foco na implantação de novos hubs.

A meta é inaugurar nove novos Centros de Inovação até 2026, somando-se aos 15 já existentes. A ideia é conectar todas as regiões do estado ao ecossistema tecnológico, criando pontos físicos de apoio para empreendedores e startups.

Essa descentralização é feita em parceria com:

  • SCTI, responsável pela coordenação dos recursos e da infraestrutura;
  • Sebrae/SC, com atuação mais intensa em regiões como o Oeste, que tem alta adesão ao programa Cidade Empreendedora no ciclo 2025/2026;
  • ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), que ajuda a integrar empresas de tecnologia, startups e grandes companhias.

Para apoiar essa rede, o SC Mais Inovação prevê ainda a atuação de 21 agentes de inovação espalhados por todas as microrregiões, com função de articular poder público, empresas e instituições locais.

Inovação chega ao agronegócio e à indústria

A escolha das regiões não é aleatória. O foco está em áreas onde predominam agronegócio e indústria, como Oeste, Meio-Oeste e Extremo-Oeste. Nessas localidades, o objetivo é facilitar a entrada de soluções tecnológicas em:

  • cooperativas agroindustriais;
  • indústrias de transformação;
  • cadeias de alimentos, logística e varejo regional.

Para startups, isso significa mais chance de testar produtos diretamente com clientes desses setores. Para empresários tradicionais, abre-se espaço para ganho de eficiência com soluções em gestão, automação, rastreabilidade e dados.

Menor custo e novas oportunidades para startups

Ao deslocar parte dos investimentos de polos consolidados para regiões emergentes, o Estado também mexe na conta dos empreendedores. Hubs fora da capital tendem a oferecer:

  • custos menores de operação (aluguel, serviços, folha);
  • acesso mais direto a clientes de setores tradicionais;
  • maior visibilidade junto a programas públicos e instituições de apoio.

Isso pode atrair tanto novas startups quanto empresas de tecnologia já estabelecidas, interessadas em montar times ou unidades dedicadas nessas regiões.

Sinal para fundos de VC e empresas B2B

O movimento também interessa a quem investe ou vende tecnologia B2B. A combinação de novos hubs com uma meta clara de crescimento do setor cria três sinais para 2026:

  • Mais dealflow fora do eixo óbvio: surgimento de startups ligadas a problemas concretos de agro e indústria, muitas vezes com valuation mais baixo que nos centros tradicionais;
  • Proximidade com o cliente corporativo: possibilidade de construir soluções em parceria com cooperativas, fábricas e grandes redes regionais;
  • Presença estratégica: abertura para instalação de escritórios regionais e squads em hubs emergentes, aproveitando incentivos locais e menor custo.

O que empreendedores de SC precisam observar

Para quem empreende em Santa Catarina, dentro ou fora do setor de tecnologia, o recado é direto:

  • a tecnologia tende a ganhar mais peso nas políticas públicas até pelo menos 2026;
  • programas como SC Mais Inovação e Cidade Empreendedora devem seguir como canais importantes de apoio;
  • quem se posicionar cedo nos novos hubs pode ter acesso privilegiado a editais, conexões e clientes.

Se a meta de 10% do PIB em tecnologia for acompanhada da consolidação desses centros no interior, o estado passa a depender menos de um único polo e abre espaço para um crescimento mais distribuído.

Para o ecossistema catarinense, isso significa menos discurso e mais oportunidade concreta na ponta – especialmente para quem está disposto a empreender ou investir fora da rota tradicional de Florianópolis.

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