O cenário econômico global, que apresentava queda da inflação e crescimento, mudou com o choque na oferta de petróleo, impulsionado por conflitos no Oriente Médio, segundo análise da Monte Bravo publicada em 5 de abril de 2026.
Guilherme Loureiro, CIO da Monte Bravo, avalia que, diante do cenário de inflação pressionada e baixo crescimento econômico, os títulos do Tesouro IPCA+ com vencimento intermediário ganham destaque.
Assimetria de risco
A tese da Monte Bravo é baseada em uma assimetria de risco favorável às NTN-Bs. Loureiro explica que, com o Banco Central em ciclo de corte da Selic e a inflação implícita em alta, abre-se espaço para ganhos reais.
A equipe da Monte Bravo foca em títulos com prazo entre 5 e 10 anos, evitando os papéis superlongos e os muito curtos.
A estratégia também inclui uma posição de caixa de aproximadamente 45%, com títulos pós-fixados e de alta liquidez, como o Tesouro Selic.
Impacto do petróleo
Loureiro observa que o salto do preço do petróleo, que atingiu US$ 110 e US$ 115, alterou as perspectivas do mercado. Caso o conflito no Oriente Médio se prolongue, o barril de petróleo pode chegar a US$ 125 a US$ 150.
O CIO da Monte Bravo ressalta que o Brasil, por ser exportador de commodities e estar geograficamente distante do conflito, possui vantagens estruturais.
Internamente, o ruído fiscal continua, com a dívida em alta e a carga tributária no limite, o que, na visão da Monte Bravo, afeta a tomada de risco pelos investidores.



