O Ibovespa apresentou queda de 2,5%, atingindo 184.472 pontos às 15h48 (horário de Brasília) desta terça-feira (3). A queda ocorre em meio a preocupações com a extensão do conflito no Irã, que já havia afetado o mercado brasileiro na abertura do dia.
Na sessão anterior, o Ibovespa fechou com ganhos de 0,28%, a 189.307 pontos. Antes da abertura da Bolsa, o índice futuro do Ibovespa chegou a cair mais de 2%, enquanto o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, teve baixa de cerca de 4% no pré-mercado em Wall Street.
Impactos no Mercado
Os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) subiram, com ganhos de 1,76%, a US$ 17,62. O dólar comercial também teve alta de 1,5%, atingindo R$ 5,24 durante a manhã.
As preocupações com a inflação predominam nos mercados internacionais devido ao aumento nos preços da energia. O aumento nos preços do petróleo pode forçar a Petrobras a aumentar os preços dos combustíveis.
A liquidação nos mercados acionários globais se aprofundou. O presidente dos EUA indicou que a ofensiva no Irã pode durar entre quatro e cinco semanas.
Queda em Bolsas Internacionais
Em Wall Street, os principais mercados abriram em queda de cerca de 2%. As bolsas europeias também operaram em baixa.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caía 2,73% por volta das 10h (de Brasília). As bolsas asiáticas fecharam em baixa. O índice sul-coreano Kospi teve queda de 7,24% em Seul. O japonês Nikkei caiu 3,06% em Tóquio. O Hang Seng recuou 1,12% em Hong Kong, e o Taiex cedeu 2,20% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 1,43%, e o Shenzhen Composto registrou perda de 3,24%.
O Catar suspendeu sua produção de gás natural liquefeito na segunda-feira.
Uma autoridade da Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz foi fechado ao tráfego marítimo.
Os investidores se preocupam com o choque inflacionário que pode se seguir a uma crise energética.
A queda do Ibovespa ocorreu em meio ao cenário de incerteza global.



