O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou um alerta sobre o aumento de temperatura no Brasil previsto para o segundo semestre de 2026, com a chegada do fenômeno El Niño. O estudo aponta que o calor será sentido em todo o país, com maior intensidade nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
José Marengo, climatologista e autor de uma nota técnica enviada à Casa Civil pelo Cemaden, informou que há 80% de chance do El Niño se estabelecer no Oceano Pacífico no segundo semestre. O especialista ressalta que o ano de 2026 poderá superar 2024 como o ano mais quente da história.
Ondas de calor e impactos
Ondas de calor, cada vez mais frequentes, são esperadas, com maior incidência nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O aumento das temperaturas mínimas é um dos principais fatores dos efeitos nocivos, com o corpo sem descanso à noite.
O calor extremo e prolongado pode agravar doenças, reduzir a produtividade, causar incêndios e mortes de animais.
Impactos regionais
No Sul, o aumento das chuvas pode elevar o risco de deslizamentos. No Norte, a diminuição das chuvas é uma possibilidade. No Nordeste, o impacto será maior no sertão, caso haja atraso na chuva. No Centro-Oeste, o El Niño pode piorar a seca já em curso.
O estudo do Cemaden indica que os invernos estão ficando mais quentes, mas isso não impede a ocorrência de episódios de frio intenso, embora menos frequentes que os de calor.
O calor do El Niño se soma ao do planeta mais quente e desmatado. Os anos de 2015 a 2025 foram o período mais quente já registrado, segundo a Organização Meteorológica Mundial.



