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Brasil supera EUA no uso de IA, aponta pesquisa da Bain & Company

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos no uso de inteligência artificial (IA), conforme dados do Consumer Pulse 2026, levantamento da Bain & Company realizado em fevereiro.

Em janeiro de 2025, 60% dos brasileiros declararam usar ou já ter usado ferramentas de IA. Em um ano, o número subiu para 77%. Entre a Geração Z, a penetração alcança 82%, e, no recorte de alta renda, 88%.

O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada (79% dos usuários de IA), seguido por Google Gemini (65%), Meta AI (46%) e Microsoft Copilot (19%). O Meta AI e o Copilot têm maior adesão entre os boomers.

Uso da IA

A pesquisa mostra que a IA é usada para pesquisa geral (65%), ensino e aprendizado (52%), busca por avaliações de produtos e serviços (43%), consumo de notícias (40%) e suporte ao cliente (37%).

Assistentes de Compra Virtual

Em julho de 2025, a consultoria perguntou quanto das compras online os brasileiros fariam com o apoio de um Assistente de Compra Virtual. Eletrodomésticos e eletrônicos lideraram com 66%, seguidos por casa e decoração (63%), beleza e cuidados pessoais (63%), moda e acessórios (61%), farmácia (60%), delivery de comida (60%), supermercado (60%) e livros e papelaria (60%).

Os consumidores apontaram como funcionalidades mais úteis a comparação de preço e frete (58%), ofertas personalizadas (50%), suporte ao uso do produto (47%), suporte à decisão de compra (40%) e recomendação por necessidades (40%).

No pós-venda, gestão de entregas (40%) e gestão de trocas e devoluções (34%) também foram mencionadas.

49% dos usuários de IA querem usar o assistente de compras em uma plataforma que já utilizam para outras finalidades, como ChatGPT ou Perplexity. 44% prefeririam uma IA integrada ao navegador ou buscador, como Copilot no Edge ou Gemini no Chrome. Apenas 39% optariam por um assistente oferecido diretamente por um marketplace.

Mudanças no Marketing

Para Ricardo De Carli, partner da Bain & Company, os dados indicam uma mudança na forma como as marcas se comunicam. A otimização para o Google está dando lugar à otimização para mecanismos generativos de IA.

Segundo De Carli, os algoritmos passam a buscar atributos específicos na internet e recomendam o que conseguem identificar com clareza. As características dos produtos precisam ser descritas de forma explícita para a IA.

Um exemplo é a plataforma de compras via WhatsApp do Magazine Luiza, que reconhece imagens e áudios, sugere produtos similares e permite concluir a compra dentro do aplicativo.

É preciso garantir que cada atributo relevante esteja nomeado, estruturado e acessível.

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