Integrantes do PT no Tocantins solicitaram à direção nacional do partido, neste sábado, a invalidação da filiação de Kátia Abreu.
A solicitação foi feita pela Articulação de Esquerda, grupo minoritário do partido. Segundo interlocutores, a direção nacional não deve acatar o pedido e a filiação tende a ser confirmada.
Filiação ao PT
Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura durante o governo Dilma Rousseff, oficializou sua filiação ao PT no Tocantins no sábado. Anteriormente, ela estava no PP.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Kátia Abreu afirmou que o convite para a mudança de partido foi reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Kátia Abreu declarou, ao lado dos presidentes do PT no Tocantins, Nile William, e em Palmas, Rosimar Mendes: “E agradecer ao presidente Lula, que também reforça esse convite para que ao filie ao PT do Tocantins. Estaremos juntos nessa luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”.
Pedido de impugnação
De acordo com um documento obtido, a solicitação da Articulação de Esquerda menciona que o diretório estadual do PT no Tocantins não se reuniu para deliberar sobre a filiação e que a atuação política de Abreu “não demonstra compromisso” com artigos do estatuto do partido.
A solicitação, realizada por Fabiano Kenji Nohama, Heloísa Lias da Silva, Hílton Faria da Silva, Jozafá Ribeiro Maciel e Maria da Penha da Silva, argumenta que Kátia Abreu “sempre foi representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio”, posicionando-se contra a reforma agrária e as organizações dos trabalhadores rurais.
No pedido, é mencionado que “O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo”.