O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) declarou na sexta-feira, 29 de maio, que não será candidato ao governo de Minas Gerais. A decisão, conforme Pacheco, está ligada ao fim de sua trajetória na vida política.
Em evento com empresários em São Paulo, Pacheco afirmou que possui “12 anos de vida pública, fui deputado federal e senador, presidente do Senado e do Congresso Nacional”. Ele disse que avalia os ciclos e que irá “fechar o da política”, algo que já havia programado. O ex-senador acrescentou ter “muito desapego ao poder” e que “não precisa da política para sobreviver”.
PT e objetivos eleitorais
A desistência da candidatura já havia sido antecipada na terça-feira, 19 de maio. Na ocasião, Edinho Silva, presidente do PT, anunciou que Pacheco não seria o candidato apoiado pelo partido em Minas. A candidatura de Pacheco ao governo mineiro era um objetivo do Partido dos Trabalhadores e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles viam no senador a possibilidade de um palanque robusto no estado, considerado estratégico para a eleição presidencial.
Pacheco afirmou considerar importante que o campo progressista, “de pessoas que querem reconstruir Minas Gerais”, consiga chegar a um nome competitivo. Ele citou o empresário Josué Gomes da Silva (PSB) e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB) como bons nomes.
Anteriormente, o senador desejava ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula, no entanto, escolheu o então advogado-geral da União, Jorge Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Senado.
Sobre sua relação com o presidente Lula, Pacheco afirmou na sexta-feira que ela “é muito boa. Sempre foi muito boa. Nós nos gostamos, temos apreço um pelo outro e tivemos uma convivência muito sadia antes mesmo de ele assumir a Presidência”.
A declaração de Rodrigo Pacheco na sexta-feira, 29 de maio, confirmou sua saída da disputa pelo governo de Minas Gerais.



