A União Europeia (UE) intensificou a pressão sobre a Meta, questionando as restrições de acesso de assistentes de inteligência artificial (IA) rivais ao WhatsApp. A Comissão Europeia se manifestou sobre o tema na quarta-feira, 15 de abril de 2026.
A Comissão Europeia afirmou que a proposta da Meta de cobrar pelo acesso de chatbots de terceiros não resolve a preocupação antitruste. A entidade solicita que a empresa restabeleça o modelo anterior, mantendo o acesso aberto durante a investigação.
Investigação do Cade
A ação da UE se assemelha ao processo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil. Em janeiro, o órgão suspendeu a regra que impedia empresas de IA de usar a API do WhatsApp Business para distribuir seus próprios assistentes. A medida evitou que empresas como OpenAI, Perplexity e Microsoft fossem impedidas de usar o aplicativo.
A Meta está sob investigação na União Europeia desde outubro. A investigação apura alterações nos termos de acesso para provedores de serviços de IA, o que gerou preocupações entre concorrentes. O Cade também analisa possíveis práticas anticoncorrenciais da Meta.
A Comissão Europeia enviou uma segunda notificação formal à Meta. A entidade concluiu que a proposta de cobrar taxas de assistentes de IA rivais seria equivalente à proibição de acesso.
A Meta alega que o mercado de IA é competitivo, com assistentes rivais acessíveis por outros canais. O porta-voz da Meta, Joshua Breckman, afirmou que a Comissão Europeia estaria buscando permitir que grandes empresas utilizem gratuitamente o WhatsApp Business.
A Meta argumenta que uma medida cautelar beneficiaria concorrentes às custas de consumidores e pequenos negócios. A empresa alega que o custo da operação seria transferido para empresas que já pagam pela plataforma.
A Meta enquadra o debate como uma disputa sobre quem deve arcar com o custo da infraestrutura de distribuição no WhatsApp.


