Em entrevista ao Axios, exibida na quarta-feira, Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, abordou a campanha dos Estados Unidos e de Israel no Irã.
Dimon afirmou que o conflito expôs a dependência dos mercados globais de energia e capital na estabilidade da região. Ele questionou a tolerância do Ocidente em relação ao controle do Irã sobre o Estreito de Hormuz.
O Estreito de Hormuz, por onde passava um quinto do petróleo e gás natural comercializados no mundo, está sob bloqueio, o que elevou o preço do petróleo e causou instabilidade nos mercados.
Contexto do conflito
O regime iraniano, que existe desde a revolução de 1979, é adversário dos EUA e Israel. O Irã financia e arma milícias aliadas no Oriente Médio, como os houthis no Iêmen.
Dimon mencionou que o Irã nunca desistiu de obter armas nucleares, apesar dos ataques dos EUA e de conversas preliminares sobre o programa nuclear.
O bloqueio iraniano em Hormuz tem lógica semelhante à dos houthis, que atacam navios no Mar Vermelho, forçando-os a contornar a África e aumentando o tempo de viagem.
Dimon argumentou que o enfraquecimento do Irã e de seus aliados pode reduzir as hostilidades. Ele mencionou o alinhamento de objetivos entre Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, EUA e Israel.
Na semana anterior à entrevista, o New York Times noticiou que Mohammed bin Salman, líder da Arábia Saudita, alertou Trump contra o encerramento da guerra, defendendo uma oportunidade de reconfigurar o poder na região.