O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu da compra de uma nova aeronave presidencial. A decisão ocorreu devido ao receio de desgaste eleitoral, conforme informações divulgadas em abril de 2026.
O Ministério da Defesa e a Aeronáutica elaboraram orçamentos de aviões e entregaram a Lula. Entretanto, o processo de compra não evoluiu e deve ser suspenso em 2026.
Contexto da decisão
A decisão de Lula surge no momento em que ele direciona esforços para a campanha presidencial. O presidente havia demonstrado interesse na compra de um novo avião em 2024 e 2025.
A compra foi avaliada entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões, segundo cotações de mercado. O alto custo e a escassez de aeronaves no mercado internacional foram considerados entraves.
A pasta não conseguiu garantir recursos para agilizar a chegada de uma nova turbina para o Aerolula. O avião opera com uma turbina alugada desde um incidente no México, em 2024. A nova turbina, com entrega prevista para janeiro, ainda não foi paga.
As Forças Armadas também demonstraram insatisfação devido às restrições orçamentárias que afetam investimentos e manutenção de equipamentos.
O orçamento do Ministério da Defesa para o próximo ano é de R$ 141 bilhões, com R$ 107,9 bilhões destinados ao pagamento da folha.
Incidentes com o atual avião presidencial
Adquirido em 2005, o Airbus A319CJ apresentou falhas em série. Em outubro de 2024, uma pane em uma das turbinas forçou o avião a voar em círculos por quase cinco horas sobre a Cidade do México.
Em março de 2025, o Aerolula arremeteu ao tentar pousar em Sorocaba. Em outubro do mesmo ano, uma falha no motor impediu a decolagem para Breves, no Pará.
A insatisfação de Lula e da primeira-dama, Janja, com as limitações da aeronave atual também influenciou a decisão. O presidente defendia um avião com maior autonomia para voos internacionais.
O entorno do presidente argumentou que a compra poderia gerar narrativas negativas e aumentar os gastos da campanha presidencial do PT.
Lula, como presidente, poderá viajar em aviões da FAB, acompanhado de agentes do GSI, mesmo durante o período eleitoral.