A plataforma Moises, voltada para prática, criação e produção musical, está expandindo seu escopo. A empresa, fundada em 2019, busca se consolidar como um ecossistema completo para músicos, com novas ferramentas e o uso de inteligência artificial.
O aplicativo, criado em 2019, começou com a separação de voz e instrumentos em faixas musicais. A ideia surgiu da experiência do CEO e cofundador, Geraldo Ramos, que buscava uma forma de praticar bateria sem a faixa original do instrumento.
Funcionalidades
Atualmente, o Moises oferece recursos como identificação automática de acordes, transcrição de letras, transposição de tom e controle de velocidade.
A expansão das ferramentas foi baseada no comportamento dos usuários, segundo Geraldo Ramos. O aplicativo é usado em ensaios, estudos, preparação de turnês e experimentações criativas, com mais de 70 milhões de usuários em mais de 190 países.
Inteligência artificial
A empresa utiliza inteligência artificial para auxiliar na criação musical, com foco na colaboração entre usuário e tecnologia. A IA pode sugerir bateria, adicionar linhas de baixo e testar variações de arranjos.
A empresa afirma trabalhar com dados licenciados e manter proximidade com gravadoras e detentores de direitos. A companhia não utiliza áudios ou dados dos usuários para treinar seus modelos.
Estratégia para 2026
A empresa pretende aprofundar as funcionalidades já existentes, especialmente as baseadas em modelos generativos. A estratégia inclui a evolução das ferramentas lançadas, tornando-as mais precisas e integradas.
O Moises está em andamento com integrações com outras plataformas, com a proposta de incorporar o Moises em produtos de terceiros. A empresa desenvolve seus próprios modelos de inteligência artificial, possuindo 45 modelos proprietários.
A empresa tem escritório nos Estados Unidos, mas se define como brasileira. A maior parte da equipe está no Brasil, com cerca de 120 funcionários.
O Brasil, Estados Unidos e México lideram em volume de usuários. O modelo de negócios é majoritariamente B2C, com planos de assinatura responsáveis por mais de 90% da receita.
Em uma rodada Série A liderada por Connect Ventures e Monashees, a Music.AI, controladora do Moises, levantou US$ 40 milhões, totalizando US$ 52 milhões em funding. Os recursos foram direcionados principalmente para expansão do time, marketing e desenvolvimento de produto.
Em março de 2026, a empresa anunciou o cantor Charlie Puth como Chief Music Officer. O papel envolve desde campanhas até participação direta no desenvolvimento de produto.



