O mercado de influenciadores de finanças no Brasil apresentou um crescimento de 300% em audiência, conforme dados do estudo FInfluence 10, divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O número de criadores de conteúdo mapeados também aumentou, chegando a 904 no segundo semestre de 2025.
A audiência dos influenciadores de finanças passou de 74 milhões para 310,7 milhões de seguidores em pouco mais de cinco anos, segundo a pesquisa.
Novos nichos de atuação
A Anbima identificou a mudança no mercado, com o surgimento de 15 categorias de influenciadores, em comparação com as nove identificadas em 2020. Alguns criadores de conteúdo se dedicam a temas como criptomoedas, trade, fundos de investimento e finanças pessoais.
Para avaliar a relevância dos influenciadores, a Anbima desenvolveu uma metodologia que considera, além do número de seguidores, a frequência de postagem, o engajamento e a capacidade de influenciar outros criadores de conteúdo.
Avaliação da qualidade do conteúdo
A partir de 2025, a Anbima passou a avaliar a qualidade do conteúdo dos influenciadores, verificando se as postagens seguem as melhores práticas de publicidade e se não promovem discursos de ódio. Perfis que não se enquadram são retirados do ranking.
A Anbima também destacou a importância da certificação técnica para atividades de recomendação de investimentos e análises, como o CNPI (Certificação Nacional do Profissional de Investimento).
Em 2025, a Anbima divulgou rankings de influenciadores indicando aqueles que possuem e os que não possuem certificação. Dos dez maiores influenciadores de finanças citados no ranking da edição anterior, apenas um tinha certificados relacionados a atividades do mercado financeiro.
A Anbima cobra das instituições financeiras que contratam produtores de conteúdo, exigindo que sigam regras. Os contratos devem ser enviados à Anbima, e a instituição é responsável pelo conteúdo divulgado. As empresas que não seguirem as regras serão notificadas e autuadas.


