A inteligência artificial (IA) está sendo utilizada no mercado financeiro brasileiro para analisar dados e realizar tarefas que antes eram feitas por profissionais humanos. Uma pesquisa da XP, realizada entre 2 e 15 de fevereiro, com 71 gestoras de recursos, revelou o uso da tecnologia em diversas funções.
O estudo, intitulado “IA na Gestão de Recursos”, aponta que a IA lê atas do Banco Central, analisa balanços de empresas e monitora cotas de fundos. A pesquisa abrangeu gestoras que representam cerca de 50% do patrimônio da indústria local, com mais de R$ 5 trilhões em ativos sob gestão.
Aplicações da IA
A pesquisa identificou o uso de IA em diferentes áreas. Algumas gestoras utilizam modelos de linguagem para transcrever e analisar as “earning calls” de empresas, gerando sinais de investimento. Outras aplicam a tecnologia na leitura e tabulação de documentos, produzindo bases padronizadas. No campo macroeconômico, a IA é usada para interpretar comunicados de autoridades monetárias.
A pesquisa destaca a aplicação da IA na produção de análises de ações em substituição a analistas júnior. Outro exemplo é a detecção de anomalias na precificação e nas cotas dos fundos, que opera em tempo real.
Investimentos em IA
A pesquisa também avaliou o investimento das gestoras em IA. Cerca de 42% afirmam ter orçamento e cronograma definidos para investir em soluções de IA, enquanto 16% dizem que a IA já representa parte significativa do orçamento de inovação. Para 5% das gestoras, o investimento em IA é majoritário, com disposição para redirecionar recursos de outras áreas.
Mais da metade das gestoras (52%) acredita que a IA terá um impacto transformacional nos próximos três a cinco anos. Apenas 4% projetam um impacto mínimo.
A pesquisa foi conduzida por Fabiano Cintra, Clara Sodré e José Pini, da XP.
A inteligência artificial está sendo usada para acelerar tarefas existentes e criar novas capacidades.




