O capital externo está redirecionando seus investimentos e o Brasil se destaca para grandes investidores internacionais. O país é visto como um destino atrativo em um cenário de investimentos em inteligência artificial, conflitos geopolíticos e desinflação global.
Andrew Reider, sócio e gestor do WHG Long Biased, identificou quatro pilares que sustentam o interesse estrangeiro no Brasil.
Commodities e Inteligência Artificial
O primeiro pilar é a base exportadora de commodities do Brasil, que se beneficia dos investimentos em inteligência artificial.
O segundo pilar, a inteligência artificial pode gerar desinflação global, o que poderia levar à queda dos juros em países como o Brasil, que atualmente possui juros altos.
Energia Renovável e Dados
O terceiro pilar é a energia renovável. O Brasil possui uma matriz elétrica com alta proporção de energia limpa e potencial de expansão.
A energia renovável pode ser utilizada para data centers de inteligência artificial, que demandam grande quantidade de energia.
Posição Geopolítica
O quarto pilar é a posição geopolítica. O Brasil está distante de conflitos no Oriente Médio e tensões na Ásia.
Em um debate no Aftermarket do Stock Pickers, com apresentação de Lucas Collazo, os gestores Andrew Reider, Leonardo Linhares, da SPX Capital, e Christian Keleti, da Alpha Key, analisaram o cenário. Eles também mencionaram que o desenvolvimento de terras raras e data centers em larga escala ainda é um desafio.



